A importância da Gestão de RH dos Condomínios



04.05.2016, Por: admin

Do mesmo modo que aconteceu nas empresas nos últimos tempos, os condomínios residenciais de São Paulo também passaram por transformações em seu setor de Recursos Humanos. A profissionalização virou imperativo, e o conceito de gestão do quadro de funcionários evoluiu, mudando completamente em relação à realidade observada no fim dos anos 1990.

O perfil do síndico hoje é outro. A maioria dos que comandam os condomínios da capital paulista é formada por executivos e profissionais liberais, a exemplo de médicos, advogados e engenheiros, que passam boa parte do dia ausentes e precisam contar, além de uma administradora eficiente, um profissional capacitado com espírito de liderança e que seja um bom gestor para atuar nas principais demandas da rotina interna do condomínio.

Diante dessa nova realidade, a figura do zelador também se transformou. Em muitos prédios, deu lugar à figura do gerente predial, profissional com conhecimentos nas áreas de hospitalidade, manutenção de equipamentos, realização de eventos e relacionamento interpessoal. É um trabalho que tem como objetivo fazer com que os serviços do condomínio funcionem adequadamente e garantir a satisfação dos moradores

Diferentemente do que ocorria no passado, hoje, e especialmente nos empreendimentos mais novos, os zeladores nem mais residem nos condomínios. Em alguns prédios mais antigos o apartamento do zelador é disponibilizado, inclusive, para locação, gerando renda extra para o condomínio.

De outro lado, os síndicos passaram a perceber, e valorizar, a necessidade de promover a capacitação dos demais funcionários – porteiros, faxineiros, garagistas, vigias – frente às necessidades de maior segurança, conforto, bem-estar e qualidade de vida dos condôminos e familiares, com encaminhamento a cursos e treinamentos oferecidos no mercado.

Reter bons profissionais se tornou o mais recente desafio dos síndicos dos condomínios de São Paulo.

A alta rotatividade de funcionários de condomínios residenciais de São Paulo se acentuou nos últimos anos.

O entra e sai de porteiros, zeladores e faxineiros, no entanto, pode ser prejudicial para o condomínio, especialmente em questões de segurança e no relacionamento com os moradores. Assim como nas empresas, é desejável que bons profissionais permaneçam no prédio.

Nesse sentido, bom clima organizacional, salários compatíveis e acréscimos de benefícios podem auxiliar a manter os colaboradores nos condomínios.

É principalmente no item “clima” que o síndico tem papel determinante. Devem ser observadas questões como o respeito e cordialidade por parte dos moradores, as condições de trabalho, a integração da equipe, a valorização do funcionário, os feedbacks do síndico e o investimento na equipe, proporcionando treinamentos  e reciclagens constantemente.

Em relação ao salário, o mais importante é que ele seja compatível com os valores pagos nos condomínios da região onde o prédio está situado.

Além disso, é preciso adotar total rigor e atenção às regras trabalhistas, como controle e gestão correta de escala de trabalho, folgas, horas extras, férias, pagamento de férias, pagamento de 13º, pontualidade no pagamento de salários. Tratar o funcionário do condomínio de forma amadora é o maior passivo e o maior erro na gestão de departamento pessoal.

Quanto aos benefícios, trata-se de um item tão importante quanto o salário. Todos os benefícios legais fazem parte da gestão de folha e devem ser concedidos sem qualquer discussão. A concessão de benefícios especiais como seguro-saúde, seguro odontológico e refeitório com boas condições pode ser um diferencial a ser avaliado pelo condomínio.

O departamento pessoal é responsável, em um condomínio equilibrado, por 40%, 50% da despesa. Só esta informação já traz uma dimensão da importância desta questão. O assunto deve ser tratado com a importância e o peso que ele tem. O segredo é cuidar deste assunto com muita técnica e profissionalismo.

Melhorar os recursos humanos dos funcionários do condomínio? Conta Comigo!