Jovens bem arrumados, a nova forma de invasões em condomínios



23.01.2020, Por: Redação Lello

Cerca de 2/3 dos crimes acontecem por erros no controle de acesso ao empreendimento

Porteiros e até moradores têm facilitado a prática de furtos em condomínios por jovens infratores bem arrumados, educados e que se passam por parentes ou amigos de moradores. 

Em cerca de 75% dos casos relatados recentemente, o protocolo de segurança não foi seguido à risca por funcionários do condomínio e condôminos, permitindo a entrada dos furtadores no empreendimento. 

De acordo com especialistas, a impunidade tem levado os bandidos a optarem pelo furto - modalidade que representa 95% dos crimes em condomínios - praticado por menores de idade no lugar de arrastões em condomínios.

Por não empregar violência e nem grave ameaça, o furto não dá cadeia ao menor de idade. No máximo, quando pego em flagrante delito, ele é levado para a delegacia para registrar a ocorrência de furto qualificado por arrombamento, os pais ou responsáveis são avisados para buscá-lo e ele é liberado.

Invasões a condomínios

Segundo especialistas, as falhas que ocasionam invasões a condomínios são:

  • por falta ou falha de protocolo de segurança
  • por falta de treinamento
  • por falta ou falha de tecnologia
  • por desatenção de pessoas (porteiros ou moradores)

* Diferentes tipos de quadrilhas que atacam condomínios 

Os crimes contra condomínios são praticados por dois tipos de quadrilhas. O primeiro tipo, mais especializado, conta com mais de 10 homens, recursos e inteligência planeja ataques a um alvo específico, geralmente empresários e estrangeiros, e tiram proveito da oportunidade para fazer arrastão nos apartamentos vizinhos.

Composta por bandidos menos organizados, o segundo tipo de quadrilha pratica o crime de oportunidade. Escolhe bairros que imprimem sensação de segurança, com pessoas de poder aquisitivo mais elevado, monitora condomínios em busca daqueles menos equipados e fáceis de invadir. 

Os jovens se passam por amigos ou familiares de moradores, ou entram no efeito “carona”, em horário comercial, quando os moradores já saíram para trabalhar. Eles transitam de um andar para o outro normalmente pela escadaria, que em geral são desprovidas de câmeras de CFTV, batem nas portas dos apartamentos ou tocam campainha. As unidades que estão vazias, eles abrem com ‘pé de cabra’ e cometem furto.

São ágeis e atuam sozinhos ou no máximo com um comparsa, furtam itens com maior valor agregado e menor volume, como notebooks, celulares, relógios, joias. Saem do prédio usando usam malas ou mochilas do próprio morador.

Há diversos disfarces usados por bandidos para atacar condomínios, dentre eles o falso corretor de imóveis com um cliente e o falso inquilino que aluga apartamento por um prazo curso, além dos tradicionais falsos prestadores de serviços.

Tripé da segurança em condomínios

De acordo com consultores de segurança entrevistados pelo portal SíndicoNet, o tripé instalações físicas (tecnologia, controle de acesso, alarmes, cerca elétrica, eclusa etc), colaboradores treinados periodicamente e conscientização dos moradores compõem a segurança condominial. 

É fundamental que o condômino esteja engajado e comprometido em seguir o protocolo de segurança tanto quanto os funcionários. 

“Há coisas que dependem exclusivamente dele e não tem como terceirizar. Conforto não combina com segurança”, afirma o consultor de segurança, José Elias de Godoy.

  • Implantação de um projeto de segurança eficaz em condomínios

O síndico que tem o objetivo de aprimorar a segurança do seu empreendimento deve começar por um levantamento detalhado da atual situação da segurança do condomínio, incluindo perfil do condomínio, equipamentos, regras de segurança, preparo dos funcionários etc. 

A segunda etapa é a elaboração de um projeto de segurança, desenhado em cima do levantamento, de modo a atender todas as necessidades do condomínio, desde apontamento de equipamentos à elaboração do protocolo de segurança.

Todos os colaboradores devem passar por um treinamento completo e reciclagens periódicas, para manter o quadro atualizado sobre novos golpes ou tecnologias, ou simplesmente para revisar o protocolo aprovado.

Moradores e colaboradores domésticos não podem ficar de fora e devem assistir palestras de segurança e conhecer muito bem o protocolo de segurança do condomínio, afinal o cumprimento das regras também é para eles.

  • Portaria física ou remota: atenção aos cuidados essenciais

Independente de sua portaria ser presencial ou remota, uma coisa é válida para as duas situações: invista na qualidade da sua mão de obra ou da solução tecnológica contratada. 

No caso da portaria física, se os funcionários forem próprios, priorize o treinamento periódico da equipe. No caso de terceirização, seja cauteloso na contratação da empresa terceirizadora e escolha uma que forneça soluções integradas de mão de obra especializada e tecnologia.  Ao analisar uma proposta, leve em consideração informações como fluxo de demanda, estrutura, manual de procedimentos e uma implantação personalizada. 

Para migrar para a portaria remota,  o condomínio primeiramente deve avaliar se tem o perfil para o modelo, como ter até 60 unidades, uma torre só e moradores comprometidos em seguir o protocolo de segurança. 

O condomínio deve analisar muito bem o sistema tecnológico, qualidade dos equipamentos, suporte, conhecer as instalações da empresa, como é feito o monitoramento e como lidam em situações de emergência. 

Lembre-se sempre de desconfiar de serviços muito baratos, checar os SLA´s (acordo de nível de serviço) e amarrar um contrato muito bem feito. Saiba mais sobre portarias remotas

Matéria,
Parceria: Lello condomínios e Síndiconet

 

 


A Lello é a maior administradora da vida em comum no Brasil, responsável pela gestão de cerca de três mil empreendimentos na capital paulista, ABC, Campinas, Jundiaí, Piracicaba e no litoral do Estado. Fundada em 1954, existem hoje cerca de um milhão de pessoas que vivem em locais administrados pela Lello. Sempre a procura de como a tecnologia pode melhorar e facilitar a vida em comum, a Lello tem uma séria de iniciativas que pioneiras que está alterando a forma como as pessoas enxergam suas comunidades.