O Síndico do Futuro



30.11.2018, Por: Redação Lello

Até o fim desta década, cerca de 90% da população brasileira viverá nas cidades. Nos anos 80 este percentual era, segundo o IBGE, de 67,7%. As nossas cidades estão cada vez maiores e elas crescem para cima. Segundo Jhon Wilmoth, diretor da Divisão da população das Nações Unidas do Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais "Gerir áreas urbanas tem se tornado um dos desafios mais importantes do Século 21. O nosso sucesso ou fracasso na construção sustentável das cidades será o principal fator de sucesso da agenda da ONU pós 2015".

Neste contexto, os síndicos exercem um papel muito importante, até fundamental na gestão das cidades. Cuidar de condomínios – que muitas vezes são mini cidades – é uma tarefa que vem se transformando completamente nos últimos anos e que tem pela frente um futuro instigante e promissor.

Em São Paulo temos notado uma sensível mudança no perfil dos síndicos. Um estudo recente de nosso escritório mostrou que cada vez está mais acirrada a disputa pelo cargo, e que os candidatos estão cada vez mais jovens e mais conectados com o seu verdadeiro papel para o condomínio, para o bairro, para a cidade. São pessoas genuinamente preocupadas  com a formação das comunidades, com o fomento à convivência, com a construção  de vizinhanças mais amáveis e colaborativas e que entendem o verdadeiro papel que devem cumprir.

 

O Síndico e a Inovação

A inovação também é pauta constante deste novo perfil de síndicos, e prestar serviços a eles é um desafio que incentiva e também provoca o exercício de experimentação de novos modelos de gestão. Modelos pensados para condomínios, modelos que já foram aplicados e comemorados em outras indústrias. O síndico contemporâneo se interessa muito por serviços integrados, otimização de recursos, novos formatos de contratação de mão de obra e um desenho claro de plano de trabalho e apresentação de resultados.

O compromisso é com a eficiência da gestão, e isso faz toda a diferença. Os novos modelos de moradia, inclusive, com serviços mais integrados e otimizados, exigem que o síndico adote novos formatos de administração dos empreendimentos.

Ser síndico, hoje, é ir muito além da rotina de controlar receitas e despesas, cobrar os inadimplentes e zelar pelo cumprimento do regimento interno. Claro, os problemas de sempre vão continuar existindo – festas barulhentas, brigas entre moradores, a fumaça do cigarro que invade o apartamento vizinho, os inadimplentes crônicos. Mas os síndicos já perceberam que o desafio e o grande passo está em outro lugar.

Responsabilidades

A responsabilidade do síndico, que já era enorme,  aumenta com os desafios que o mundo atual, em constante ebulição, impõe. Mas aí é que está também a nova motivação para o exercício da função. Ressignificar o seu papel, sendo um construtor das novas relações entre as pessoas na cidade e contribuir para que ela seja um lugar melhor é um desafio que faz brilhar os olhos. E é para lá que estamos todos mirando.

Quem sabe, daqui a alguns anos, o Dia do Síndico, comemorado no dia 30 de novembro, será uma data amplamente conhecida e reconhecida pelo papel transformador que ele cumprirá na vida dos condomínios e das cidades. Presente melhor que este não pode haver.

Para fazer o dia do síndico e todos os dias melhores, conta comigo!